"BEZERRA", família originária do Reino da Galícia, já existia no século XII e passou a Portugal na pessoa de D. Afonso de Melo Bezerra, fiel escudeiro da rainha Izabel (mais tarde Santa Izabel de Portugal).
Foi nomeado pelo Rei D. Diniz (Cavaleiro do Reino). Tornou-se Comendador da Ordem de Cristo e da Ordem de Santa Maria, seu brasão de armas foi concedido por decreto real.
Foi nomeado pelo Rei D. Diniz (Cavaleiro do Reino). Tornou-se Comendador da Ordem de Cristo e da Ordem de Santa Maria, seu brasão de armas foi concedido por decreto real.
Não somos cristãos novos, como muitos pensam, pois que antes da "inquisição católica" já existíamos como "bezerras" da Galícia ... Assim, nossos ancestrais são "celtas" e já existiam há bastante tempo antes de Cristo ... Somos cristãos tradicionais, membros dos Cavaleiros da Ordem de Cristo há muito tempo ... Veja estudo histórico feito junto ao "Acervo Português" sobre os "Bezerra" e sobre nossa ancestralidade - Galícia.
ORIGEM MAIS PROVÁVEL DOS BEZERRA BRASILEIROS – GALÍCIA – SÉCULO XII
Na Galícia se fala "Portunhol" eficientemente.
A Galícia é considerada o berço da língua portuguesa. O relativo isolamento da Galícia, conseqüência de sua localização geográfica e de circunstâncias históricas que a separaram do resto da Espanha, preservou quase intactos o idioma galego, que apresenta estreitos vínculos com o português, e as tradições de seus habitantes.
A Galícia é uma das 17 comunidades autônomas da Espanha e abrange as províncias de Lugo, La Coruña, Pontevedra e Orense. Seu território montanhoso limita-se ao norte com o mar Cantábrico, a oeste com o oceano Atlântico, a leste com as regiões espanholas de Astúrias, Castela e Leão e, ao sul, com Portugal. A capital é Santiago de Compostela.
O território da Galícia repousa sobre o maciço Galaico, fortemente erodido, e tem altitude relativamente uniforme: mais de metade entre 200 e 600m de altitude. Na vegetação natural predominava originariamente o carvalho, depois substituído por pinheiros, eucaliptos e castanheiros. Com exceção do Minho, na fronteira com Portugal, e seu afluente Sil, os rios têm percurso breve.
Os primeiros habitantes conhecidos da Galícia foram os celtas. A região foi chamada “Gallaecia” pelos romanos, que a conquistaram por volta de 137 a.C.. A partir do ano 410, tornou-se um reino independente sob os suevos, que foram derrotados e expulsos pelos visigodos em 585. Os árabes que invadiram a península ibérica no século VIII chegaram à Galícia, mas depois de trinta anos de ocupação foram expulsos pelo rei Afonso I de Astúrias.
No século XII, o sul da Galícia se separou e passou a integrar o reino de Portugal, quando a família “Bezerra” (de origem nobre galega), foi oficialmente reconhecida pela coroa portuguesa e criou-se o seu “brasão”. Durante a baixa Idade Média, a região foi controlada por poucas famílias nobres e o clero, dentre elas a dos “Bezerra”, que exerciam domínio despótico sobre as populações rurais e citadinas. No fim do século XV, os galegos tomaram o partido de Joana de Portugal contra Isabel a Católica. Vitoriosa, a soberana espanhola destituiu a Galícia de seus privilégios e proibiu o uso do galego nos documentos oficiais. Com isso grande parte dos “Bezerra” migraram para Portugal. Excluída dos empreendimentos ultramarinos, a Galícia permaneceu mergulhada numa estagnação que só terminaria três séculos depois e sofreu os efeitos de uma acelerada migração de seus habitantes para outras regiões espanholas e portuguesas.
No início do século XIX, quando o governo de Madri revelou-se incapaz de liderar a resistência ao exército de Napoleão, a Galícia foi obrigada a enfrentar o invasor. A luta pela independência levou ao fortalecimento da consciência regionalista, com novo florescimento cultural e o renascimento do galego como linguagem literária.
O atraso econômico, agravado pela opressão dos poderosos sobre a população rural, motivou revoltas populares no século XIX e reforçou o sentimento regionalista. O estatuto de autonomia, concedido à região em 1936, não chegou a entrar em vigor, devido à guerra civil espanhola. A partir de 1978 a Galícia conquistou um órgão de governo autônomo, denominado junta de governo, legitimado por um plebiscito em 1981.
As aldeias da província são pequenas e dispersas e a pecuária, a agricultura e a pesca constituem as principais atividades econômicas da população. Entre as propriedades rurais prevalecem os minifúndios, dedicados à agricultura de subsistência. Os principais produtos agrícolas são cereais e tubérculos, aos que se somam, no vale do Minho, maçãs e uvas. A Galícia é a principal região pesqueira da Espanha e produz principalmente mariscos, pescada e sardinhas. A indústria, pobremente desenvolvida, está voltada para a fabricação de conservas e para a construção naval. A fonte principal de energia é hidrelétrica. Os minérios, em especial o estanho, são abundantes e já eram extraídos na época dos romanos.
Na Galícia se fala "Portunhol" eficientemente.
O galego e o português integraram um mesmo complexo lingüístico até o século XII, quando o sul da província ligou-se ao reino de Portugal. A partir de então, o galego começou a adquirir características próprias, sob influência do castelhano. O uso literário do idioma atingiu o apogeu no século XIII, quando sua métrica, de origem provençal, revelou maior refinamento e versatilidade do que a castelhana.
O centro cultural e universitário mais importante é Santiago de Compostela. A Galícia conta com numerosos monumentos
Na Galícia se fala "Portunhol" eficientemente.
A Galícia é considerada o berço da língua portuguesa. O relativo isolamento da Galícia, conseqüência de sua localização geográfica e de circunstâncias históricas que a separaram do resto da Espanha, preservou quase intactos o idioma galego, que apresenta estreitos vínculos com o português, e as tradições de seus habitantes.
A Galícia é uma das 17 comunidades autônomas da Espanha e abrange as províncias de Lugo, La Coruña, Pontevedra e Orense. Seu território montanhoso limita-se ao norte com o mar Cantábrico, a oeste com o oceano Atlântico, a leste com as regiões espanholas de Astúrias, Castela e Leão e, ao sul, com Portugal. A capital é Santiago de Compostela.
O território da Galícia repousa sobre o maciço Galaico, fortemente erodido, e tem altitude relativamente uniforme: mais de metade entre 200 e 600m de altitude. Na vegetação natural predominava originariamente o carvalho, depois substituído por pinheiros, eucaliptos e castanheiros. Com exceção do Minho, na fronteira com Portugal, e seu afluente Sil, os rios têm percurso breve.
Os primeiros habitantes conhecidos da Galícia foram os celtas. A região foi chamada “Gallaecia” pelos romanos, que a conquistaram por volta de 137 a.C.. A partir do ano 410, tornou-se um reino independente sob os suevos, que foram derrotados e expulsos pelos visigodos em 585. Os árabes que invadiram a península ibérica no século VIII chegaram à Galícia, mas depois de trinta anos de ocupação foram expulsos pelo rei Afonso I de Astúrias.
No século XII, o sul da Galícia se separou e passou a integrar o reino de Portugal, quando a família “Bezerra” (de origem nobre galega), foi oficialmente reconhecida pela coroa portuguesa e criou-se o seu “brasão”. Durante a baixa Idade Média, a região foi controlada por poucas famílias nobres e o clero, dentre elas a dos “Bezerra”, que exerciam domínio despótico sobre as populações rurais e citadinas. No fim do século XV, os galegos tomaram o partido de Joana de Portugal contra Isabel a Católica. Vitoriosa, a soberana espanhola destituiu a Galícia de seus privilégios e proibiu o uso do galego nos documentos oficiais. Com isso grande parte dos “Bezerra” migraram para Portugal. Excluída dos empreendimentos ultramarinos, a Galícia permaneceu mergulhada numa estagnação que só terminaria três séculos depois e sofreu os efeitos de uma acelerada migração de seus habitantes para outras regiões espanholas e portuguesas.
No início do século XIX, quando o governo de Madri revelou-se incapaz de liderar a resistência ao exército de Napoleão, a Galícia foi obrigada a enfrentar o invasor. A luta pela independência levou ao fortalecimento da consciência regionalista, com novo florescimento cultural e o renascimento do galego como linguagem literária.
O atraso econômico, agravado pela opressão dos poderosos sobre a população rural, motivou revoltas populares no século XIX e reforçou o sentimento regionalista. O estatuto de autonomia, concedido à região em 1936, não chegou a entrar em vigor, devido à guerra civil espanhola. A partir de 1978 a Galícia conquistou um órgão de governo autônomo, denominado junta de governo, legitimado por um plebiscito em 1981.
As aldeias da província são pequenas e dispersas e a pecuária, a agricultura e a pesca constituem as principais atividades econômicas da população. Entre as propriedades rurais prevalecem os minifúndios, dedicados à agricultura de subsistência. Os principais produtos agrícolas são cereais e tubérculos, aos que se somam, no vale do Minho, maçãs e uvas. A Galícia é a principal região pesqueira da Espanha e produz principalmente mariscos, pescada e sardinhas. A indústria, pobremente desenvolvida, está voltada para a fabricação de conservas e para a construção naval. A fonte principal de energia é hidrelétrica. Os minérios, em especial o estanho, são abundantes e já eram extraídos na época dos romanos.
Na Galícia se fala "Portunhol" eficientemente.
O galego e o português integraram um mesmo complexo lingüístico até o século XII, quando o sul da província ligou-se ao reino de Portugal. A partir de então, o galego começou a adquirir características próprias, sob influência do castelhano. O uso literário do idioma atingiu o apogeu no século XIII, quando sua métrica, de origem provençal, revelou maior refinamento e versatilidade do que a castelhana.
O centro cultural e universitário mais importante é Santiago de Compostela. A Galícia conta com numerosos monumentos
Esta é uma família originária do Reino da Galícia (Galiza). Ela já existia no século XII. Sua chegada a Portugal foi através de D. Afonso de Melo Bezerra. Este era um fiel escudeiro da rainha Izabel. Pelos serviços prestados a corte, foi lhe concedido pela realeza, o brasão oficial das armas.
No Brasil os Bezerra se instalaram inicialmente em Pernambuco, depois no Ceará, Piauí e os outros Estados. Suas ramificações acabaram por criar diversas outras famílias, como: Bezerra de Melo, Bezerra de Meneses, Bezerra Lages, Bezerra da Cunha, etc.
BEZERRA - Sobrenome, primitivamente alcunha. De bezerra(Antenor Nascentes, II, 45).Já existia no tempo do rei D. Sancho II. Alguns acreditam
que viesse da provincia de Lugo, na Galiza, onde tinham solar antes da conquista da
Estremadura e de Andaluzia(1231 e 1249)(Carrafa, XV, 88).Felgueiras Gayo, apresen
ta, de forma pouco confusa, algumas origens para esta familia, entre elas, a dos ir -
mãos Antonio Martins Bezerra e Fernão Gonçalves Bezerra, que denominamos de
tronco A e B. Antonio Martins Bezerra(c. 1499, Foz de Lima, Viana, Portugal), chefe
do tronco A, também denominado de "Bezerra Felpa", passou a Pernambuco,em com
panhia de sua esposa, Maria Martins Bezerra, acompanhando o primeiro Donatário da
quela Capitania. Entre os descendentes do casal: I - o filho, Domingos Bezerra Felpa
Barbuda, patriarca da familia Bezerra Monteiro(v.s.), de Pernambuco; II - o filho, Gui -
lherme Bezerra Felpa Barbuda, patriarca da familia Barbalho Bezerra (v.s.),de Pernam
buco; III - o neto , Paulo Bezerra, natural de Viana, que passou para o Brasil,antes de
1613, estabelecendo-se em Pernambuco; IV - o bisneto, João Pessoa Bezerra,q. teve
foro de Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, por Alvará de 02.01.1672,Juiz Ordinário de
Olinda-PE, 1664 e 1671, Provedor da Santa Casa de Misericórdia(1664,1670,1679 e
1684). Fernão Gonçalves Bezerra, Chefe do Tronco B, foi Almoxarife entre Douro e
Minho, em 1537, e deixou geração que passou ao Brasil.Entre os seus descedentes
I - o filho, Heitor Nunes Bezerra, que foi Administrador das Capelas do S. Crucifixo e
do Senhor dos Mareantes, na matriz de Viana; II - o neto, Pedro Nunes Bezerra(24.08
1600), que adquiriu, por compra, o Prazo de Perre, quinta e Torre de S.Gil de Perre ,
onde institituiu um Morgado, unindo-lhe a Capela do S.Crucifixo e do Senhor Marean -
tes, na Matriz de Viana, por escritura de 11.1594.Foi confirmado, este vínculo, por Pro
visão Régia de 20.07.1595.Comendador da Ordem de Cristo.Fidalgo da Casa Real.Co
mendador sw Santa Maria da Torre Bispado de Vizeu; III- a bisneta Brites Bezerra que
tornou-se matriarca da familia Bezerra Jácome(v.s.), da qual foi representante em Per
nambuco, do seu casamento com João Jácome, natural de Braga,filho de Vasco Jáco
me, Senhor da Casa do Avellar, e de Melícia Gomes de Abreu(Gayo,Bezerras,Tomo
VII, 28). Linha Ilegitima: I - o neto do tronco A, Fernão Bezerra Felpa Barbuda,que ain
da vivia em 1645. Não deixou geração do seu casamento, a 06.02.1606,na Ermida do
Engenho S.Pantaleão, com Maria Gonçalves Raposo(16.11.1621,PE).Deixou filhos q.
foram legitimados.Entre os seus descendentes : I - o neto, Domingos de Brito Bezer -
ra, natural de Pernambuco, que teve mercê do Hábito de S. Tiago, a 23.02.1647,pelos
serviços prestados na guerra contra os gentios. no Rio Grande de Norte, e na guerra
contra os holandeses, em Olinda, Recife e Salvador. Teve a patente de Capitão, pas -
sada na Bahia, a 10.10.1639.
FONTE
BARATA;CUNHA.Carlos de Almeida; Henrique. "Enciclopédia Brasileira".Ed.Terra. S
Paulo, 2001
OBS - Não esquecer que o Ceará fazia parte da Capitania de Pernambuco e os Be-
zerra devem ter vindo de lá pelo Cariri, como foram para Paraiba,Rio
Grande do Norte,etc, pois a colonização do Ceará só foi interiorizada após a chamada guerra dos barbaros,na segunda metade do século XVII.



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